Categoria Crônicas

E vem o Natal!

Daqui a alguns dias chega o Natal. Só agora em dezembro é que eu comecei a sentir que as festas de fim de ano estão chegando. Eu me lembro, quando era garoto, que a gente começava a ouvir a harpa…

O Natal dos anônimos 

Todo ano é a mesma coisa: basta entrar dezembro e as várias personalidades que passaram quase anonimamente por sua vida nos meses anteriores vêm apelar para seu incipiente espírito natalino e pedir uns trocados para que seu próprio Natal seja…

Os dedos e as panelas

E aí você está lavando uma panela na pia e tem um buraco no cabo da panela onde cabe exatamente seu dedo indicador. E é justamente naquele buraco que seu dedo indicador vai parar, durante um movimento mais brusco com…

O puchero fica lá em cima

Difícil para um brasileiro viajar a Portugal e, vez ou outra, não retornar à quinta série, quando o assunto é comida ou bebida. É um tal de punheta de bacalhau, arroz de pica no chão, cueca virada, isso quando não…

Troquei de telefone

Recebi outro dia uma mensagem de texto no WhatsApp que, aparentemente, provinha de uma antiga vizinha. A mensagem dizia apenas “troquei de telefone, estou usando este agora”. Para prosseguir na narrativa, é necessário situar essa vizinha no contexto: Vivemos em…

Os idosos vão dominar o mundo

Li na Folha de 15 de outubro que os idosos estão sendo ignorados pelos mais novinhos em geral, tanto profissionalmente quanto como consumidores. E isso apesar de a população com mais de sessenta anos ter triplicado de 1970 para cá.…

Frente a frente com Bituca

No mês de outubro, comemorou-se os 50 anos do lançamento de “Milagre dos Peixes”, um dos discos mais emblemáticos da carreira de Milton Nascimento, o nosso Bituca. A bem da verdade, o cantor já fazia parte da cena musical brasileira…

A vantagem de ser poliglota

Passava um pouco da meia-noite quando acordei com um arranhado leve na porta do quarto, seguido de um miado até então discreto. Era o gato pedindo para sair. Coisa que ele faz normalmente entre quatro e meia e cinco da…

Galos, noites e quintais

A bela canção do poeta Belchior, cujo título plagiei sem nenhum pudor, traz o refrão “Eu era alegre como um rio/Um bicho, um bando de pardais/Como um galo, quando havia/Quando havia galo, noites e quintais”. Pois é, eu também era…

Meu eu interior

– O senhor está dezessete anos atrasado! – disse a gastroenterologista, enquanto preenchia, sem qualquer sinal exterior de pesar, uma requisição para o exame de colonoscopia. Ela disse que esse acompanhamento intestinal deve ser feito a partir dos cinquenta anos,…

A natureza é mãe mesmo

A vida sempre se renova. Nem sempre, no entanto, prestamos atenção ao que está nascendo e crescendo na natureza. Parece tão natural, corriqueiro, que não valorizamos coisas tão marcantes quanto o verdejar de uma árvore antes seca, sem folhas e…

Límpidos olhos verdes

Tive uma agradável surpresa ao dar uma passada pelo supermercado, numa destas manhãs: colocaram uma menina lindíssima no caixa. Em torno de vinte anos, longos cabelos castanhos ondulados, límpidos olhos verdes e um sorriso perfeito de dentes perfeitos. E colocaram…