Lazer contemplativo

Já joguei bola nos Campos de futebol da várzea na ZL, zona Leste de São Paulo. Quando era jovem.

Também joguei futebol de salão todo sábado, quando trabalhava na assessoria de imprensa da Prefeitura.

Nessa época, além de jovem, eu era bem magro. Corria bastante.

No jornal, Folha de S. Paulo, fumava um maço de cigarro para cada matéria que eu escrevia. Até que um dia, meu amigo Carlos de Oliveira, o Carlinhos, jornalista e escritor deste blog, Contando História, me estimulou a largar desse malefício. Na hora jogamos os maços de cigarros na lata do lixo. Ele voltou a fumar. Eu nunca mais toquei em um cigarro.
Para compensar a mudança de hábito, outro amigo jornalista, o fotógrafo U. Dettmar (já falecido), me convidou para correr.

Passei a correr de três a 10 quilômetros no parque Ibirapuera, quando morava em Moema.
A idade chegou e eu passei a caminhar. Na praia, Riviera de São Lourenço, onde morei por três anos, cheguei a andar oito quilômetros por dia, na companhia da minha mulher Ernesta.

Hoje, a brincadeira é outra. Com duas hérnias de disco e uma estenose lombar, fico sentado no banco, olhando minha mulher caminhar e dar muitas voltas na pista da Ilha Grande.

Fico vendo as árvores, os passarinhos, capivaras e peixes no rio Paraíba do Sul, que corta a cidade de Guararema.

Mudei os exercícios para lazer contemplativo.

É bom também. 

Nereu Leme

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