Parece redundante. Não é. A morte física leva alguém. Ao mesmo tempo, mata relacionamentos e vínculos que deveriam durar a vida toda.
Mágoas, ressentimentos, disputas por dinheiro e/ou influência etc parece que aumentam quando alguém morre.
A dor da perda de um ente querido deveria unir, trazendo lembranças de tudo de bom que a pessoa construiu.
Infelizmente, o ser humano, muitas vezes, deixa de lado o melhor e foca no que é ruim, naquilo que destrói.
Não faltam exemplos de filhos que matam os pais, por causa da herança. Nem de irmãos e parentes que fazem o mesmo.
Não é só o dinheiro que leva ao pior. Às vezes, desavenças antigas ou atuais vem à tona, enquanto o ente querido padece num leito. Há até discordâncias sobre a forma de lidar com a situação, principalmente quando uns querem que a morte dele chegue logo, enquanto outros insistem em buscar formas de salvá-lo.
A arrogância e a prepotência vencem o bom senso e o amor. Daí, tudo de bom degringola e morre.
As pontes do afeto e do entendimento desmoronam e não há mais nenhum modo de reconstruí-las ou de erguer outras.
A morte levou o ente querido e matou tudo de melhor que ele fez em vida.
Ao perder alguém, não deixe que a morte mate. Mantenha o foco no que restou de bom e continue revivendo as lembranças positivas. Assim, conseguirá suportar a dor e acreditar que a sua vida pode ser melhor, todos os dias.
Célia Bretas Tahan




