Viva as “pretinhas”!

Escrever sobre o tempo, que missão! Ainda ontem tinha 20 e poucos anos e dividia uma redação com o Nereu, o Zanfra, a Célia, a Cecília, o Padô, o Adilson, Gisela, Neide, a Irede, o Roland, Marquito, Hirao, Morgado e tantos outros e outras dos quais já não me recordo os nomes.

Hoje, com um pouco mais de 20 e tantos anos, levo a finitude em consideração. Cada aniversário é um ano a mais ou um ano a menos?

Filosofices, nada mais, porque filósofo não sou. Sou apenas um jornalista, um velho jornalista, o tão jurássico dinossauro ou o rato de redação, aquele que nada sabe senão reportar, com honestidade.

Há aniversários que me alegram, como este agora. Mesmo à distância, ainda estamos juntos graças àquilo que sempre nos uniu: as “pretinhas”, as letrinhas da barulhenta Olivetti ou da Remington. Hoje temos computadores e até supercomputadores!

Claro, evoluímos. Temos as tais redes sociais nas quais estão enredadas toda sorte de felicidades e de mazelas, avanços e retrocessos. Ao nos lançarmos na tal rede, há que saber pescar, mesmo que seja em águas turvas como as que hoje nos sobem às canelas. Primeiro turno, segundo turno. Pelo menos treze razões para saber pescar.

Não me julguem pessimista. Acho que é só a idade, a maturidade, sempre de mãos dadas com o inexorável. Fazer o quê?

Fundamental é que os aniversários merecem vivas, aplausos, sorrisos, esperança. Viva este nosso espaço, que ocupo tão poucas vezes, mas sempre com imenso prazer e agradecimento.

Velhos amigos, velhos colegas, gente tão competente e criativa. Um viva para os nossos anos juntos, um super viva para as “pretinhas” que nos mantêm unidos. Beijo a todos e todas!

Viva!

Carlos de Oliveira

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *