O provérbio tradicional – “Tudo que é bom dura pouco” – não é correto. A prova está aqui mesmo, no “Contando História”.
São sete anos de ótimas histórias, criadas ou reais, fortes, divertidas, amáveis, agradáveis, escrevinhadas por sete escribas, entre eles me incluo, embora com a mais remota participação. Mas me alegra e honra muito que, mesmo assim, esse povo me mantém no grupo.
Então não posso deixar de lado esses anos de sucesso do blog comandado pelo Nereu Leme e com ampla participação do Zanfra e Cia. Foram mais de quinhentas crônicas, várias delas emocionantes, como a recente “Quanto dói uma Saudade” (setembro/2026), do Manuel Dorneles, sobre a partida de um grande amor.
Outra dose de emoção está em “Esperança renovada” (fevereiro/2026), da Célia Bretas Tahan, contando a surpresa deliciosa de ver crianças pequenas adorarem a avó Cora Coralina.
Claro que tem também muitas histórias de redação, entre elas “Os grandes lábios” (dezembro 2019), do Carlos de Oliveira, relatando a divertida dúvida da chefia sobre a publicação ou não da foto do então presidente Itamar Franco, no palanque do carnaval, junto a uma mulher sem calcinha.
Evidentemente, desafios linguísticos estão no contexto, como a tarefa de escrever sem vírgulas, proposta pelo Aurélio de Oliveira e seguida pelo Nereu, Marco Antonio Zanfra e Célia Tahan (julho/2025).
Sobre o mesmo tema, o chefe Nereu é mestre, insuflando leitores e colegas a redigir de formas diferentes das usuais, como, por exemplo, elaborar um texto sem a letra E.
Já o Zanfra, um moleque na minha época da redação da “Folha” e hoje um escritor consagrado, nos privilegia com o maior número de histórias do Blog. Uma delas – “Ahhh, a doce rotina” (maio/2026) – é sobre o etarismo. Nada ruim, já que o grupo todo hoje é de septuagenários ativos, também reforçando a tese: “O que é bom dura muito”.




