Esperança renovada

Sempre que vou numa escola, falar sobre Cora Coralina com crianças de 4 e 5 anos, uma delas, ao ver minha aparência, pergunta se sou mesmo a menininha do livro “A menina, o cofrinho e a vovó”. Hoje, não foi diferente, mas a maioria parecia saber que a menininha envelheceu. “Você parece Cora”, alguns disseram. “É igualzinho a ela”, compararam outros.

Sempre soube que eu, minha mãe e Cora somos fisicamente parecidas. “Eu sou elas, amanhã “, costumo brincar. Só não pensei que crianças de 4, 5 anos notariam isso…

Mais do que perguntar, elas queriam conversar sobre suas vidas e falar das avós. Senti renascer minha esperança na humanidade: as crianças de hoje respeitam e amam as avós. Que maravilha!!!

Muitas surpresas, além do fato de as crianças se interessarem tanto por Cora. Uma delas foi ouvir duas meninas lamentando haver pessoas que queimam árvores. Isso, um dia depois de a boiada passar no Congresso, ressuscitando o PL da Devastação. 

No fim, perguntaram se podiam me abraçar. Claro! Adoro abraços e beijos! Foram tantos e tão carinhosos que saí de lá leve, feliz, grata por ter uma avó chamada Cora Coralina e por ela encantar adultos e crianças! 

Célia Bretas Tahan

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