O noticiário matinal mostra que o paulistano tem mais um dia de cão. Desde a hora que saí de casa para trabalhar até quando volta, enfrenta problemas no Metrô, no ônibus, no trânsito.
Penso no quanto sou privilegiada, por viver numa capital – Palmas, no Tocantins – que ainda não enfrenta o caos das grandes cidades. Aqui, perdemos, no máximo, 15 minutos numa rotatória, porque a maioria dos motoristas não segue as regras de trânsito nem tem educação.
Voltemos a São Paulo. A falha numa linha do Metrô – ironicamente chamada de Diamante – deixou milhares de pessoas sem chance de mobilidade (usando o nome da concessionária responsável, a Via Mobilidade).
Em outro ponto da Grande São Paulo, caminhões travam ruas proibidas para esse tipo de veículo. Ora, ora, ora: onde estavam os fiscais da Companhia de Engenharia de Tráfego, a CET??? Só um aparte: não existe graduação de Engenharia de Tráfego. É engenheiro civil que finge entender de tráfego. Mas existe a CET…
E vamos às avenidas da capital paulista, com o trânsito totalmente congestionado! Linda imagem, né?
Que tal usar aplicativos de transporte? Carro, sem chance. Ainda bem que existem motos! A mídia não mostra nem fala sobre o aumento da demanda por motos de apps. Como jornalista e como cidadã, fico bem curiosa com o motivo da falta de informação sobre o assunto. Aliás, também queria saber se o transporte por moto é uma boa, no caos diário de São Paulo. O boicote deve ser em apoio ao governo municipal, contrário aos mototáxis. Claro que é contra: nem o prefeito nem outros políticos usam transporte público!
Finalmente, depois de mais de uma hora, chegam alguns ônibus extras para atender os passageiros que o Metrô deixou sem mobilidade… Pura enganação, já que os veículos vão ficar presos no trânsito.
Enfim, só mais um dia de cão para a grande maioria dos paulistanos.
Quem não gostar, que mude de cidade, como nós fizemos, né, meninos do contandohistoria.com.br???





O problema é que a tendência das cidades é ter, mais dia, menos dia, seu trânsito também tendendo ao caótico! Falo por Florianópolis, para onde fugi há 28 anos. A tranquilidade do passado já não existe mais. Mesmo porque muitos que fugiram do trânsito de cidades maiores acabaram engordando o trânsito daqui, consequentemente ‘importando’ o problema do qual estavam fugindo!